Acabei de Assistir: The Bells of Saint John – Doctor Who

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Relutei um pouco em escrever sobre o novo episódio de Doctor Who que foi exibido no Reino Unido e nos EUA nesse último sábado, dia 30, mas resolvi deixar minhas impressões gravadas por aqui para depois que acabar essa sétima temporada, eu poder dar uma comparada nessas primeiras impressões com o que será mostrado mais tarde. E vai ficar escondido, porque é spoiler, e se você ainda não assistiu, não é legal ficar sabendo do episódio antes da hora.
 
Primeiro, o título: vários fãs já tinham levantado a hipótese de que o Saint John do título teria mais a ver com o adesivo da porta da TARDIS do que uma igreja por exemplo. E assim que o monje menciona os sinos de Saint John, ficou na cara que era o bendito do telefone da TARDIS tocando. Não é a primeira vez que o Moffat faz o telefone tocar: no episódio da primeira temporada The Empty Child, escrito por ele, o Nono Doctor também se espanta com o telefone tocando.
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Dessa vez, porém, ele realmente está recebendo uma ligação, e do futuro. Do outro lado encontra-se ninguém mais, ninguém menos que Clara Oswald, a garota que ele está procurando incessantemente por todo o tempo e espaço, enclausturado num monastério em 1207, pintando quadros dela, porque como todo mundo sabe, essa é a maneira certa de fazê-lo.
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Clara Oswald, a garota que morreu duas vezes, também tem outra característica especial: é uma completa negação em computadores, não sabendo nem se conectar com a internet. Sério, minha vó consegue fazer isso. Uma coisa é ter alguma coisa errada com a conexão, outra coisa é simplesmente não saber clicar no símbolo da rede sem fio e colocar a senha para acesso. Mas tudo bem… Enfim, é para isso que a Clara está ligando, para conseguir ajuda, e aparentemente, uma mulher na loja que lhe deu o número. Quem é essa mulher? As apostas já estão rolando. Algumas opções são a River, a Rose, a Jenny (a mulher da Madame Vastra, não a outra, porque eu vivo achando que a única Jenny em toda a história de Who é a personagem do episódio The Doctor’s Daughter)…
A Rose acho que só entrou na história porque o episódio foi ao ar horas depois do anúncio que a Billie Piper, a atriz que interpreta a Rose, e o David Tennant, que fez o Décimo Doctor, estariam no episódio especial de 50 anos, além do fato de que a Rose trabalhava em uma loja. Mas não acredito que seja ela, até porque acho que o Moffat deve dar algum tipo de resposta sobre a Clara antes do especial, no fim dessa temporada. Posso estar errada, claro.
Enfim, as desaventuras da Clara continuam quando ela acessa uma rede wifi estranha e é escolhida para um upload especial, ficando presa na internet. Claro que o Doctor dá um jeito nisso e impede que o upload se complete, mas Clara acaba voltando a si com um upgrade: ela é uma mestre em todas as coisas relacionadas a computadores e internet agora (o que explica como que a Oswin Oswald consegue hackear a rede dos Daleks no Asylum of the Daleks, primeiro episódio dessa sétima temporada, talvez).
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O upload é feito pelos Spoonheads, que são robôs que se disfarçam de alguma figura do subconsciente da pessoa para chegar perto delas e então, virando a parte de trás de suas cabeças, mostram a parte que se parece com uma colher. Sinceramente, gostaria que o Moffat se aventurasse mais nos nomes de seus monstros e vilões. Se o monstro da vez é uma estátua de anjo se lamentando, são os anjos lamentadores; se a parte de trás da cabeça dos robôs se parece com uma colher, Spoonheads. Um pouco frustrante.
O Doctor dessa vez decide montar guarda na porta da casa da Clara, já que ela está sob sua proteção. Ela porém não consegue ficar parada e logo ele a está carregando de um lado para o outro, apesar de demorar um pouco para convencê-la a entrar na sua TARDIS. Temos uma cena em que o Doctor e a Clara salvam um avião de cair, que sinceramente me pareceu totalmente dispensável, mas tudo bem, é um pouco de ação.
No fim das contas, a Clara descobre onde é a base da empresa de wifi que está colhendo as mentes através da internet, usando suas super habilidades no mundo virtual, para em seguida ser colhida e dessa vez, o Doctor não consegue impedir. Mas ele não desiste e consegue fazer com que a Miss Kiznet, a chefona da empresa, dê a ordem para que todas as pessoas sejam baixadas, voltando para onde vieram.
É entre essas cenas que nós descobrimos que o vilão por trás dessa empresa é o mesmo do especial de Natal, ou seja, o The Great Inteligence. Faz sentido: na época vitoriana, era a neve que ganhava consciência. No mundo moderno, é a rede de internet que é utilizada para esse serviço. Desde que o episódio começou já dava para desconfiar… Ao que tudo indica, esse é o arco principal dessa temporada, e provavelmente vamos ver a Great Inteligence mais algumas vezes.
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Eu gostei da Clara. Gostei porque ao que tudo indica, vamos descobrir um pouco mais sobre a vida pessoal dela, ao invés de só saber da sua vida com o Doctor, o que é uma das minhas maiores críticas no que diz respeito à Amy Pond. A química entre Doctor e companion também me pareceu boa nesse episódio. Claro que ainda é cedo para fazermos mais considerações sobre a personagem, mas o jeito é esperar para ver qual a história que o Moffat vai querer contar dessa vez.
Não foi um episódio super empolgante, mas minhas expectativas já estavam bem baixas, serei sincera. Então, foi melhor do que eu estava esperando, e bem melhor do que o último episódio com os Ponds, já que eu tenho alguns problemas sérios com aquele episódio. E o jeito é esperar pelo próximo sábado para assistir o próximo episódio.
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1 comentário

Arquivado em Acabei de Assistir

Uma resposta para “Acabei de Assistir: The Bells of Saint John – Doctor Who

  1. Eu gostei bastante do episódio até, e não sei se minhas críticas têm a ver realmente com coisas dispensáveis ou com minha birra com o Moffat. Eu achei super nada a ver o Doctor no monastério pintando quadros da Clara, pra mim isso foi totalmente ooc. Não que o Doctor não possa ficar monastério ou pintar quadros, mas sei lá. Sempre achei o Doctor pró-ativo, tipo destruí minha raça toda, vambora viajar porque se eu parar vou enlouquecer. Ele perde a Rose, a Martha e a Donna e continua viajando, sempre em frente, mas daí chega Amy e Rory e bum, ele para. Daí ele finalmente consegue voltar a se importar com o universo, tem um quebra-cabeças nas mãos e vai pra um monastério pintar?? Não desceu. Duas outras coisas que me deixaram frustrada: quando a Clara tá sendo transferida pela primeira vez, ela tá perto da escada e o interfone está desligado. Mas o Doctor escuta ela pelo interfone! Tipo…:/ Minha segunda reclamação é aquela bendita xícara de chá. Super bonitinho a Clara toda british segurando ela enquanto está andando dentro do avião caindo yay… mas o negócio não derrama?? Ah faça-me o favor!! Sei lá, eu amo Doctor Who e consigo aceitar as coisas mais ridículas (tipo uma máscara saindo no seu rosto, um clone nascendo de uma mão, o Doctor virando humano) numa boa… mas se me aparece algo assim dá impressão de desleixo, de falta de cuidado, de “ah é sci-fi mesmo, whatever” e é esse tipo de coisa que faz com que eu ache que os produtores pensam que a gente é idiota.

    Sobre a Clara, eu gostei dela mas espero que não prolonguem o mistério de quem ela é por muito tempo. Fica chato e cansativo e da última vez que o Moffat fez isso o resultado final foi extremamente frustrante.

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