Acabei de ler: Tabuleiro dos Deuses – Richelle Mead

Mesmo sendo fã da série Academia de Vampiros e estar acompanhando (devo dizer, porém, com bem menos entusiasmo após o último livro) a spin-off Bloodlines, não tinha lido ainda nada da Richelle fora do seu universo de Moroi, Strigoi e Damphir. Mas aí, A Era de X foi lançada e o primeiro livro da série, Tabuleiro dos Deuses, já tem edição brasileira e eu resolvi consertar o erro. Ajudou muito que uma amiga minha leu e adorou, fazendo campanha pra que todo mundo lesse. Não me arrependi.

tabuleirodosdeuses

Acabei comprando o livro físico por dois motivos: 1, a capa brasileira está maravilhosa. Sério, a edição americana não chega nem aos pés. E olha que eu normalmente não gosto de capas com pessoas. E o segundo motivo é muito simples: o livro físico ficava mais barato que o ebook. Achei um absurdo, ainda mais se pensar que no livro físico existem gastos com tinta, papel, armazenamento, manuseio e frete, o que não existe no ebook. Tenho que admitir que fiquei decepcionada.

Os leitores estão meio divididos em relação a esse livro. Algumas resenhas que li foram extremamente críticas, outras só faziam elogios. Sei que vou me aproximar mais do segundo grupo, porque achei esse mundo distópico criado pela Richelle Mead simplesmente sensacional. O que mais me irrita em relação à algumas distopias é a falta de explicação, ou então explicações fantasiosas demais, e isso não acontece aqui. Deixo bem claro que Tabuleiro dos Deuses não é uma ficção científica pura, existem elementos de fantasia, porém não se passa num mundo onde a fantasia é algo corriqueiro, o que faz com que seja mais fácil a visualização desse futuro.

A história se passa na RANU (República da América do Norte Unida), que se reergueu após o Declínio, quando uma doença se espalhou pela humanidade e provocou o caos. A RANU suprime qualquer forma de manifestação religiosa que possa ganhar um pouco mais de força, inclusive fundando a Igreja da Humanidade, onde nenhum Deus é cultuado, sendo apenas glorificada a própria RANU.

Mae é pretoriana, soldado da RANU que como punição recebe a incumbência de fazer a segurança do servidor Dr. Justin March, que está exilado no Panamá e acaba recebendo um convite para retornar à RANU e investigar alguns estranhos assassinatos.

Um dos pontos mais fortes para mim foram os personagens. Quando a gente se apaixona pelos personagens a leitura flui muito melhor, e foi isso que aconteceu comigo. Senti uma química muito grande entre a Mae e o Justin e também não senti nada forçado. O fato de que existe romance, mas esse não é o ponto central da narrativa, acabou também sendo muito positivo. Existe também uma diversidade nos demais personagens, inclusive personagens com opção sexual diferente, o que eu acho importante e que ainda é muito falho na maior parte dos livros lançados.

Não vou explicar demais da história do livro, porque é complexo e eu nunca conseguiria entrar em todos os detalhes. Só deixo aqui o meu conselho: dêem uma chance para esse livro. Ele vai te surpreender!mari-transp

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