Paixão Platônica: David Tennant

Demorei para escrever esse post. Talvez até demais. Mas acho que todo mundo deve ter uma paixão platônica (e eu digo isso no sentido de admirar a pessoa e seguir o que ela faz publicamente) na vida. E a minha, desde que assisti Doctor Who, acabou virando o David Tennant. Como eu acabo usando o blog para dividir minhas paixões com o mundo internáutico e Doctor Who, a série, já tem vários posts aqui no blog, decidi escrever esse dedicado a um dos meus atores preferidos.
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Peço desculpas desde já por todo o fangirling. Mas em certos assuntos… eu simplesmente não consigo me controlar.

David Tennant é um ator escocês nascido em 18 de abril de 1971 (eu escrevo isso sem precisar olhar em IMDB nem e Wikipedia, para vocês terem noção). É fã da série Doctor Who desde criança, seu primeiro Doctor foi o Tom Baker e ele tinha um cachecol como o dele que a avó tinha costurado para ele brincar no quintal, montando suas aventuras. Ou seja, David Tennant é um geek desde criança. E esse é o primeiro dos muitos pontos positivos dele (pelo menos para mim).

Existe até uma foto dele, loirinho quando era criança – ele disse que o cabelo escureceu depois dos onze anos – com uma camiseta do Hulk. As camisetas do David são um tópico que merece ser discutido à parte, por falar nisso.

Também quando era bem novo, descobriu que aquilo que ele assistia na tv era uma profissão e desde então, decidiu que queria ser ator. Apesar de sua família ter tentado fazer com que ele mudasse de idéia, David foi teimoso e não desistiu da carreira (ainda bem).

Durante vários momentos da sua carreira, ao ser perguntado sobre um papel que gostaria de fazer, David sempre respondia com papéis de peças de Shakespeare (entre eles Romeu e Hamlet, que ele já fez) e adivinha só? Sim, volta e meia ele respondia que queria ser o Doctor de Doctor Who.

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Um dos seus primeiros papéis de destaque na TV foi na série Takin’ Over the Asylum, onde interpretou o maníaco-depressivo Campbell Bain. Essa eu vi pelo YouTube, e é muito legal ver a cara de criança dele (ele tinha 20 anos na época) interpretando o entusiasmado Campbell.

Antes de ser anunciada a volta da série, David ainda interpretou alguns personagens nas aventuras de Doctor Who em áudio produzidas pela Big Finish e, na animação produzida pela BBC em 2003 para comemorar os 40 anos da série, Scream of the Shalka, conseguiu dublar um personagem secundário. Digo conseguiu porque no artigo escrito por Benjamim Cook para a Doctor Who Magazine, David contou que estava “por acaso” nas imediações e conversando com o diretor, conseguiu o papel.

Por acaso? Aham Cláudia, senta lá.

Quando foi anunciada a volta de Doctor Who, David comentou em uma entrevista que gostaria de participar de um episódio da série. Para falar a verdade, Mark Gatiss chegou a escrever o papel do mortuário em The Unquiet Dead para o David Tennant, mas o Russell T Davies, que era o showrunner, conseguiu dissuadí-lo da idéia. Ele já tinha outros planos para o David.

Afinal, David estava trabalhando com Russell T Davies na minissérie Casanova, onde dividia o papel principal com ninguém menos que Peter O’Toole, e Christopher Eccleston já havia manifestado seu desejo de deixar a série.

E foi mais ou menos assim que foi oferecido para o David Tennant o papel principal numa série que ele não havia deixado de acompanhar desde criança. E o entusiasmo dele durante todo o tempo que esteve na série, e que não parou depois que ele saiu em 2010, é sinceramente uma das coisas que eu mais admiro nele.

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Porque sério, nos quatro anos em que foi o Doctor, David se dedicou ao papel 100%. Acompanhando o ator, a gente percebe que ele é ligado no 220V sempre, não parando quase nunca. Com Doctor Who, não foi diferente. Entre todos os episódios, ele ainda participava de todos os Doctor Who Confidential, uma série que mostrava o por trás das camêras, e filmava os benditos David Tennant Video Diaries, que basicamente consistia nele com uma camêra mostrando o seu dia-a-dia filmando a série.

Enquanto estava em Doctor Who, David ainda estreiou Hamlet, pela Royal Shakespeare Company. A peça acabou virando um filme pela BBC Filmes, e está disponível em DVD. Aliás, foi no intervalo de uma das apresentações que David entrou ao vivo para receber um prêmio no National Television Awards e anunciou sua saída de Doctor Who. Meio fenomenal, coisas que só David Tennant conseguiria fazer.
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Após sua saída em 2010, David continuou atuando em séries de TV, entre elas Single Father, sobre um pai que tem que cuidar de quatro filhos após a morte de sua esposa, e também foi aos palcos de teatro para, em parceria com a colega de Doctor Who Catherine Tate, interpretar Benedict na peça Muito Barulho Por Nada.

Em uma curta temporada nos EUA, ainda fez o papel de Peter Vincent no remake do filme Fright Night, onde nós temos o privilégio de vê-lo sem camisa e numa calça de couro. Convenci você a assistir?

O ano passado talvez tenha sido um dos mais produtivos na carreira dele. Foram três papéis principais em séries de TV (a aclamada Broadchurch, da ITV e The Politician’s Husband e The Escape Artist, da BBC) e uma temporada como Richard II na Royal Shakespeare Company. Além de, é claro, ter aparecido mais uma vez como o Doctor, juntamente com o Matt Smith e o John Hurt, no especial The Day of the Doctor.

Para o futuro, ainda esse ano deve sair o filme What We Did On Our Holiday, que ele estrela com Rosamund Pike, e ainda a série Gracepoint, que é uma irmã gêmea de Broadchurch e que também terá David Tennant em seu papel principal porém com um sotaque americano, tendo Anna Gunn (Breaking Bad) como a versão americana de Ellie Miller.

Ah, e ele foi confirmado, junto com a Olivia Colman e Arthur Darvill, para a segunda temporada de Broadchurch que já começou a ser produzida. É ótimo ser fã de um ator que produz tanto: sempre tem novidades dele.

Eu nem fui tão ruim assim, fui? mari-transp

11 Comentários

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11 Respostas para “Paixão Platônica: David Tennant

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  4. Maria Lourdes

    Nós somos muitas, amiga. Fãs apaixonadas, que acompanham e admiram o trabalho de David. Além desses trabalhos citados, vi Blackpool – estranho, mas adorável como sempre.
    O bom de sermos muitas é que nos mantemos informadas. Cada entrevista, foto, passeio e novidade, sempre tem uma de nós que avisa as outras. Paixão platônica, é o termo mesmo. Apesar de adorarmos ver Fright Night e as calças de couro…

    • Assisti tanta coisa com o David que já até perdi a conta. E sim, também já assisti Blackpool e quase morri de vergonha alheia das músicas… Mas como você disse, é adorável.
      Gostei do seu comentário, já que só consigo acompanhar a carreira dele mas pelo Tumblr e pelos sites gringos. Adoraria conhecer mais fãs brasileiras dele.
      Você está acompanhando Broadchurch também? Adoro o Alec Hardy, é um dos meus personagens preferidos do David!

      • Maria Lourdes

        Sim, Mariana, gostei de poder escrever sobre o David em português… Tenho uma amiga em Porto Alegre que é fã também. Acho uma pena que muitos trabalhos dele ainda não estarem legendados em português, mas com Gracepoint e Broadchurch tivemos sorte, a legenda sai em dois dias! E com excelente qualidade!
        Estou lendo no wattpad um livro que descreve a vida de Rose e o meta crisis, nao cannon, escrito por uma fã do Tennant. Vale uma olhada, se bem que fiquei meio decepcionada…
        Quanto a Broadchurch, ele está barbado e mal arrumado, mas SEXY do mesmo jeito… Como ele consegue?? E a estoria é boa. Tem mais audiência que Doctor Who, acredita???
        Mande email, a gente conversa melhor, ta?
        Abraços!

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