Terças Whovians: Deep Breath

Finalmente chegou o dia e Deep Breath, o primeiro episódio da oitava temporada de Doctor Who (contando-se é claro somente as temporadas desde sua volta, em 2005) finalmente agraciou nossas telas e começamos a conhecer o 12º Doctor, interpretado por Peter Capaldi. E aí, o que teve? Aqui estão minhas opiniões sobre o novo episódio, então esse post está cheio de SPOILERS!

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Teve um começo bem confuso: tivemos um dinossauro em plena Londres vitoriana e nem um décimo do pânico que isso devia provocar. Mas não se preocupem, a dinossaura (era uma tiranossaura rex) está esgasgada com a TARDIS e foi assim que ela veio parar ali. Ok.

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Teve um Doctor que conseguiu estar muito mais fora de si do que os Doctors do David e do Matt. Sério, tinha hora que ele parecia estar delirando. Mas tenho que admitir que a atuação do Capaldi foi perfeita e não pareceu exagerada. E olha que é difícil, ele praticamente deu em cima da dinossaura, mesmo falando que não estava dando em cima da dinossaura.


Teve uma Clara que aparentemente não entende como a regeneração funciona, mesmo depois de ter pulado na linha do tempo do Doctor e ter visto todas as suas encarnações, e de ter conhecido como ela mesma e não um de seus ecos o Doctor 8.5, o décimo e o décimo-primeiro. Essa parte eu ainda não entendi e ninguém conseguiu me explicar.


Teve o Strax chamando a Clara de menino e fazendo seu papel cômico de sempre. Eu gosto do Strax e dou boas risadas com ele, mas tenho que dizer que no fim das contas ele é totalmente dispensável.


Teve a Madame Vastra que não merece a esposa que tem. Sério, a Jenny é um anjo e a Vastra às vezes a trata como empregada, às vezes como simples objeto de decoração. Isso quando não está dando em cima da Clara, o que foi meio dispensável e só serviu para a Vastra perder mais pontos comigo. A Jenny merece coisa muito melhor.

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Depois da Madame Vastra dar uma lição de moral na Clara, e da Clara responder à altura (uhuuu Clara é isso aí!), o episódio melhorou bastante. A pobre da dinossaura foi incinerada, o Doctor resolveu que ia atrás do assassino e se jogou no Tâmisa – procedimento normal, com certeza – e a história começou a deslanchar.


A Clara teve cenas muito boas durante o episódio, e foi ótimo ver que ela em ação, mesmo numa situação complicada, mas conseguindo se impor e lutar um pouco. A atitude passiva da Clara nos dois últimos episódios me irritou muito, mas isso melhorou em Deep Breath.


O Doctor de Capaldi pode parecer um pouco estranho ainda, mas isso é de se esperar, afinal de contas, a gente demora um pouco para se acostumar com a chegada de um novo Doctor. Porém Capaldi é um ótimo ator e já deu para ver isso muito bem.

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A dinâmica Doctor e Clara mudou bastante, mas as cenas entre os dois foram ótimas, e até agora, eu gostei. A cena do restaurante, com a troca de informações entre os dois, foi uma das que eu mais gostei. Apesar de ele ter deixado a Clara para trás e eu ter querido bater nele naquela hora, ele voltou para salvá-la, mesmo que ela tenha conseguido se salvar sozinha, muito obrigada.


Apesar desse episódio fazer menção direta a um episódio também escrito pelo Moffat que eu odeio tanto que costumo fingir que ele não existe, o que ele menciona é talvez a única parte que eu consigo gostar, que são os Relógios Robôs da nave. Então, não me importei.


Gostei muito do Doctor ter admitido que às vezes ele cometia o erro de se achar e se comportar como o namorado da Clara, porque é bom ver que ele finalmente percebeu que seu comportamento afeta quem está com ele. Porém, achei que essa tecla foi batida demais, e ainda estou procurando alguém que disse que não ia mais assistir Doctor Who agora que o ator que interpreta o Doctor é mais velho. A impressão que dava é que o discurso do próprio Doctor e da Madame Vastra eram para essas pessoas que fazem parte do fandom… mas que eu nunca conheci.


Por fim, tivemos uma última cena com o Matt, e apesar de também achar desnecessária, afinal de contas nenhuma outra companion precisou disso e eu tenho certeza que a Clara também não precisaria, ela não me incomodou tanto.


Teve uma cena desse episódio que me lembrou muito The Christmas Invasion: a hora que o Doctor desmaia e a Clara fala “Esse é ele. Esse é o Doctor.”. A Rose fala quase a mesma coisa em TCI. A última cena dos dois, com ele a convidando para tomar um café, também me lembrou muito a cena final de The End of the World, com o Doctor e a Rose saindo para comprar batatas fritas (as tão tradicionais chips britânicas). O diálogo é praticamente o mesmo e eu acho que o Steven Moffat poderia ter sido mais criativo em relação a isso.

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Mas no fim das contas achei um bom episódio. Fora aquela mulher misteriosa da última cena que chama o Doctor de namorado (dedos cruzados para que ela seja o Master – ia ser perfeito hahaha) não tivemos tramas muito complicadas e confusas, o que é um bom sinal, já que o Moffat nunca consegue dar explicações boas o suficiente para solucionar os mistérios que cria.


E agora é esperar, já que semana que vem tem Doctor Who de novo. Woot Woot!mari-transp

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