Acabei de Assistir: Gracepoint – Episódio 01

Sim, esse é um post que não fala sobre Doctor Who! Atenção para o SPOILER ALERT: muitos spoilers a respeito do primeiro episódio de Gracepoint e da série que a originou, a britânica Broadchurch.

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E agora vocês já entenderam porque vamos falar sobre Gracepoint, né?

Nessa quinta-feira (02/10) estreou nos EUA pela FOX a série Gracepoint, basicamente a versão americana da britânica Broadchurch, com o mesmo escritor, mesmo ator interpretando o protagonista masculino e mesmo diretor. Aliás, esse primeiro episódio foi praticamente cena por cena igual ao primeiro episódio de Broadchurch, mas ainda assim com pequenas diferenças.


A FOX já anunciou que a série americana vai divergir bastante da sua original, inclusive com um final diferente. Esperemos que sim, já que para quem assistiu a original, o primeiro episódio foi um grande deja-vu.

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A história principal continua a mesma: uma pequena cidade litorânea é abalada por um crime horroroso: o corpo de um menino de doze anos (ok, em Broadchurch ele tinha onze) é encontrado na praia e após uma investigação prévia fica bem claro que é um caso de assassinato. Logo, todos se tornam suspeitos, mesmo aqueles que se conhecem há anos.


Mas como eu já sei como a história se desenrola em Broadchurch, fiquei bem interessada nas pequenas diferenças e no que elas poderiam significar no futuro de Gracepoint. Apesar de tentar não comparar as duas, isso foi quase impossível.


Conversando primeiro sobre a protagonista feminina, a detetive Ellie Miller, interpretada na versão americana por Anna Gunn, que acabou de ganhar um Emmy por sua personagem em Breaking Bad. Ela parece um pouco mais suave do que sua versão original e devo confessar, senti falta da Olivia Colman (que aliás ganhou o BAFTA por sua Ellie Miller). Não é que a Anna Gunn esteja ruim, aliás ela está muito bem, mas acho que até o fato dela não xingar tanto quanto sua versão original acaba fazendo com que a personagem não pareça tão próxima do espectador.

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“Miller, anda logo!” diz o Detetive Carver. Mas espera, eu já vi isso antes…

E aí chegamos no protagonista masculino e na pergunta que surgiu logo que foi anunciado que David Tennant também interpretaria o detetive em Gracepoint: podem dois personagens que dividem a mesma história, interpretados pelo mesmo ator e vivendo a mesma situação, parecerem diferentes? Após um único episódio, todas as evidências apontam para uma resposta positiva. O detetive Emmett Carver parece mais rude do que o escocês Alec Hardy. Ele corta a sua parceira de trabalho de uma forma mais grossa e a relação entre os dois parece mais tensa.

Ah, é... foi aqui que eu já tinha visto, não é, DI Hardy?

Ah, é… foi aqui que eu já tinha visto, não é, DI Hardy?

Enquanto Hardy parecia lutar contra todo e qualquer tipo de envolvimento emocional, Carver simplesmente parece realmente não sentir nada. Eu não vi tanto aquela luta interior no Carver do que eu via desde o começo no Hardy, e que era sinceramente uma das minhas qualidades preferidas nele. Isso pode mudar, claro: ainda teremos 9 episódios pela frente.

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No geral, algumas cenas pareceram um pouco forçadas, principalmente as que envolviam choro. Também não tivemos algumas das críticas ao jornalismo sensacionalista que já apareceram desde o primeiro episódio. Parece que para a história se americanizar, tudo teve que ficar mais meloso e um pouco mais explícito. A série original é mais sutil em seu drama, mas também não fica de dedos e é mais direta em suas críticas. 

Mas vou continuar assistindo. Primeiro, porque é David Tennant. Segundo, porque estou realmente curiosa para ver onde eles levarão a história. Eu só tenho que lembrar de não ficar comparando demais, já que vai ser difícil ganhar de Broadchurch. mari

1 comentário

Arquivado em Acabei de Assistir

Uma resposta para “Acabei de Assistir: Gracepoint – Episódio 01

  1. Maria Lourdes

    Eis a razão pela qual nós não sentimos tanto a espera entre Broadchurch 1 e 2 : tivemos Gracepoint no intervalo.
    Este ano sem nenhuma série com David vai ser difícil… A não ser que a série do Netflix, com o Purple Man, saia do papel…

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