Acabei de Ler: De Repente Ana – Marina Carvalho

Eu gostei muito do primeiro livro da série, Simplesmente Ana, e até falei sobre ele por aqui.a história de uma brasileira que descobre que seu pai é o governante de um pequeno país da Europa, a Króskia, pode parecer meio familiar no começo (oi, Diário da Princesa da Meg Cabot) mas conforme você vai lendo você percebe que as semelhanças param por aí.
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Quando fiquei sabendo que a autora iria lançar a continuação da história, De Repente Ana, quis muito ler. Achei a capa linda – a capa do primeiro também era maravilhosa – mesmo não sendo fã de fotos de pessoas em capas de livro. Mas a combinação das cores bem como a expressão da modelo utilizada pareceram combinar com o tipo de história, então serviu para chamar a atenção de um jeito bastante positivo.
Comprei o livro e tive que deixá-lo na pilha de livros para ler, junto com Scarlet, da Marissa Meyer, outra continuação de uma série que eu adoro e mal podia esperar para ler. Mas o novo ano chegou e eu finalmente tive tempo para voltar à história da Ana.
De Repente Ana se passa uns dois anos após o fim de Simplesmente Ana. O relacionamento dela com Alex já está bem mais firme, e isso quer dizer que explosões de ciúmes por motivos bestas deveriam ser algo do passado, certo? Mas aí já veio a minha primeira decepção com o livro: Ana ainda é bem infantil em relação a isso. Algumas das brigas que ela e Alex tem são dignas de adolescentes de quatorze anos, ou seja, não combinou.
Outra coisa que me deixou meio desanimada: a autora decidiu escrever boa parte do livro sob o ponto de vista do Alex. O livro já é em primeira pessoa (o que não me agrada muito, devo confessar) mas ter dois pontos de vista diferentes em primeira pessoa foi um pouco demais. Existe uma parte do livro que até acredito que seria necessário (não vou entrar em maiores detalhes para não soltar spoilers aqui, mas quem ler vai saber exatamente do que eu estou falando) mas fora essa parte específica… Pareceu que era só para encher linguiça, sinceramente.
Bom, talvez exista outra razão para a parte do Alex: para que ele reafirmasse a todo momento como ele ama a Ana. O que logo se torna algo forçado e completamente desnecessário.
O enredo da história em geral não poderia ter sido mais previsível. A Ana tem que assumir o governo da Króskia após o pai dela sofrer um acidente de helicóptero e ir parar na UTI, em coma. Então, deve aprender a se portar como uma rainha, ajudando o Primeiro-ministro e os demais secretários a manter tudo em ordem com o país. O tempo todo ela é guiada por uma equipe de relações públicas que tentam ensiná-la como se portar perante a comunidade de governantes internacional sem declarar guerra a nenhum outro país devido a um mal-entendido. E também deve lidar com ameaças que tem recebido de uma fonte anônima.
O grande problema desse livro? Clichês. Sério, você não tem surpresa nenhuma, é tudo muito óbvio. Os vilões são exatamente quem você acha que são, suas motivações também. Eu li os capítulos esperando com todas as minhas forças por uma reviravolta que simplesmente não aconteceu. Isso me decepcionou muito, porque eu esperava algo mais.
O livro não é ruim, mas como não acrescenta nada de novo (e poderia ter ousado um pouco mais em vez de ficar numa história morna como ficou), acaba não despertando no leitor aquela vontade de ler mais e lutar pela personagem. Fica somente aquela sensação de “é isso?” quando a gente termina.
Ah, e o epílogo foi totalmente desnecessário. O capítulo bônus poderia ter sido lançado online. Pronto, falei. mari

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