Acabei de (re)Ler: One Good Earl Deserves a Lover – Sarah MacLean

Esse é o segundo livro de The Rules of Scoundrels. Dessa vez, o personagem principal é Cross e sua história com a Lady Philippa Marburry, a Pippa, irmã da Penelope que já teve sua história contada no livro anterior da série, A Rogue By Any Other Name.

earlCross é o responsável pela parte financeira do The Fallen Angel, e é no escritório dele que fica o livro com todas as apostas, por mais ridículas que sejam, feitas entre os membros do clube.
É ali que Pippa o encontra com uma proposta um tanto quanto inusitada: quer que ele a ensine a respeito do que acontece entre um homem e uma mulher casados, já que está de casamento marcado e não pode ficar sem a informação.
Isso começa a fazer mais sentido quando conhecemos Pippa, que é uma cientista numa época em que mulheres da Sociedade só poderiam ser esposas e mães. Por causa do seu interesse em assuntos como anatomia e botânica, Pippa sempre foi chamada de estranha.
Ela aceita a proposta de casamento de Castleton porque ele pediu, acreditando que eles farão uma boa parceria, e também porque ele aceita que ela cuide da parte administrativa de suas propriedades. A impressão que todos que conhecem Pippa e Castleton tem do casal é a de que ele a entediará em poucos dias, já que seu raciocínio é bem mais simples do que o do homem comum.
Penelope, em especial, é contra o casamento e inclusive tentou fazer com que seu marido acabasse com a história e arranjasse outro noivo para a irmã no livro anterior, mas a irmã aceitou o pedido e não há nada que eles possam fazer.
Cross não conhece a irmã de Penelope, mas sabe que Bourne o mataria com as próprias mãos se ele aceitasse ser o parceiro de Pippa em sua pesquisa. O problema é que ele não consegue deixar de se sentir atraído pela moça de óculos.
O mais interessante desse livro é a forma como o raciocínio de Pippa se desenvolve. Por ser extremamente lógica, Pippa não segue as regras da sociedade quanto a não poder andar sem uma acompanhante pelas ruas de Londres, por exemplo. Quando responde uma pergunta, ela diz exatamente o que pensa, sem se preocupar com traquejos sociais. E seus interesses são muito diferentes daqueles de sua irmã Olívia, que adora vestidos, jóias e bailes. Pippa seria feliz numa grande propriedade afastada da cidade, com suas plantas e seus cachorros.
Esse segundo livro desenvolve melhor a tensão entre os dois personagens principais, também. Afinal, Pippa está fazendo uma contagem regressiva para o seu casamento, apesar de não ser ansiedade para finalmente se casar, mas para ela aprender todas as habilidades que acredita serem essenciais para ser bem-sucedida em seu enlace.
Cross vai aos poucos sendo conquistado por Pippa, muito embora tente em vão resistir a isso. Sua queda das graças da sociedade, algo comum aos quatro sócios do The Fallen Angel, aconteceu na noite em que devido a um acidente, perdeu o irmão mais velho, passando a ser o herdeiro do título. O problema é que o irmão mais velho estava cumprindo um compromisso que era de Cross, e por isso ele nunca conseguiu deixar de se culpar pelo acidente.
Dentre todas as personagens femininas da série, a Pippa era a minha favorita, até o lançamento do último livro, Never Judge a Lady By Her Cover. Talvez seja essa a razão pela qual eu gosto tanto desse segundo livro. Ela é uma heroína bem incomum, e portanto acaba se tornando mais interessante para mim.mari

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