Arquivo da categoria: Papo Sério

As Aventuras de Uma Geek Com Deficiência na @CCXPoficial

Vocês já estão cansados de saber aqui no blog, tem um monte de post aqui porque eu simplesmente não consigo parar de falar sobre o assunto, mas com a notícia de que David Tennant viria para a Comic Con Experience, em São Paulo, uma das primeiras coisas que eu fiz foi comprar minha credencial e as passagens, porque eu iria de qualquer maneira tentar conhece-lo.

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Eu, já na cadeira, e a Maria Lourdes, companheiríssima na aventura!

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Feliz Dia da Mulher – Mas Por Que Não Existe o Dia do Homem?

Dia 08 de Março é, como vocês sabem, o Dia Internacional da Mulher. E, como todo ano, nós, mulheres, chegamos a esse dia para ganhar rosas de estranhos na rua ou para ouvir brincadeirinhas do tipo “por que não existe um Dia do Homem?”. Eu adoro como até no Dia Internacional da Mulher os homens conseguem fazer o assunto ser sobre eles. Troféu joínha pra eles.

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Feliz Dia da Mulher para Rose e Jackie Tyler, que acabam sendo alvo de tantos comentários machistas do fandom de Doctor Who.

Então, feliz dia do “Oh lá em casa!” ou o simples “Gostosa!” para você mulher, que passa na rua cuidando dos seus afazeres e tem que ouvir isso. PIOR, tem que achar que isso é elogio. Considerando que nenhum homem em sã consciência acredita que a mulher vai parar para conversar com ele (quem dirá agarrá-lo apaixonadamente no meio da rua) e que nenhuma mulher em sã consciência vai acreditar ter encontrado seu príncipe encantado após essas lindas palavras (nem ao menos sentirá por esse eloquente locutor um tesão inexplicável e implorar para ser sua escrava sexual), fico imaginando o porquê desse costume. Talvez a sociedade machista em que vivemos tenha sedimentado nas nossas mentes que o corpo da mulher é do homem, e essa seria a maneira que ele tem de lembrar para nós, mulheres, que estamos ali simplesmente para satisfazê-los. Talvez.

Feliz dia do “ela mereceu ser estuprada, olha só as roupas que ela usava” e do “não beba demais na festa, porque os meninos podem se aproveitar de você”. Porque é muito mais lógico ensinar as mulheres a não serem estupradas do que os homens a não estuprar. Porque sim, a vítima é a responsável, não o agressor. Porque a mulher merece e o homem não precisa utilizar seu autocontrole.

Feliz dia do “você ganha 81% do salário do homem e tem que ficar feliz com isso, afinal a diferença diminuiu” e feliz dia do “mulher tem jornada dupla: dentro de casa e fora dela”. Afinal, nessas horas não somos humanas, somos super mulheres que podem ter uma vida profissional e cuidar da casa (e do marido, que afinal não tem super poderes e não pode se cuidar nem ajudar em casa, o pobrezinho). Ah, e tudo isso ganhando 81% do salário deles.

Feliz dia do “vaca destruidora de lares” e “piranha que roubou meu namorado”. Afinal, homens são prêmios a serem conquistados, e não seres que pensam e são responsáveis pelas próprias ações. Logo, se você é traída, a culpada é sempre a outra. Se um homem casado trai, quem deve ser xingada na rua é a mulher com quem ele traiu a esposa, e não ele, que é quem assumiu um compromisso e que devia fidelidade a pessoa com quem casou.

Feliz dia do “ele conseguiu a promoção no trabalho porque é competente, mas ela deve ter dormido com o chefe” e do “se a bandeirinha errou, logo ela deveria posar na Playboy e não continuar a trabalhar com todos os outros machos que NUNCA erram” porque a mulher nunca é competente o suficiente para avançar no trabalho, logo sempre deve estar usando de seus super poderes femininos (olha eles aí de novo) para conseguir isso. E se por um acaso ela cometer erros, logo outros homens podem colocá-la em seu lugar, ou seja, nas páginas da Playboy ou na cozinha, onde elas poderão cumprir sua principal função no mundo: servir aos homens.

E feliz dia do “A Marvel já tem três grandes franquias de filmes protagonizados por homens chamados Chris, mas nenhum por uma mulher” porque não existem mulheres nerds no mundo, como essa que vos escreve, por exemplo, que adorariam ver a Scarlett Johansson protagonizar seu próprio filme da Viúva Negra.

Feliz Dia da Mulher e nossa, por que será que não existe o Dia dos Homens? mari

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O Caso da Bandeirinha e do Machismo no Futebol

Hoje é domingo, dia de almoçar com a família reunida e com a tv ligada no Esporte Espetacular. E aí eu, que não acompanho esporte nenhum, fiquei sabendo do caso da bandeirinha Fernanda Colombo, mulher, coisa que já é rara no futebol brasileiro, que cometeu uma série de erros nas partidas em que fez parte da arbitragem. Foram erros grotescos, pelo que eu pude entender. E isso não é novidade aqui no Brasil, é? A arbitragem cometer erros? Mas quem cometeu esses erros foi uma mulher. E aí os comentários machistas começam a aparecer.

O diretor de futebol do Cruzeiro, Alexandre Mattos, porém, conseguiu me tirar do sério com as suas colocações. Ele começou dizendo que a bandeirinha não cometeu erros, que ela é ruim mesmo. Posso estar enganada, mas algo me diz que se estivéssemos falando de um bandeirinha homem, a frase do nosso expert aqui seria diferente. Aposto que ele teria acusado o bandeirinha de estar comprado pelo outro time. Afinal de contas, um bandeirinha homem não erra e quando erra, é de propósito, não é mesmo? Mas uma bandeirinha mulher não tem toda a capacidade de um homem, logo se ela erra, ela é ruim mesmo.

Mas claro que não parou por aí. Depois disso, ele ainda continuou dizendo que se ela era bonitinha, ela devia ir posar para a Playboy. Uau, se isso não é machismo escancarado, não sei o que é. Estavámos discutindo a performance profissional da bandeirinha, certo? Mas de repente, reduzimos a pessoa, a profissional, a mero objeto de luxúria.

Sim, porque mesmo que não haja problema algum se a bandeirinha um dia quiser posar para a Playboy, obviamente, o personagem mítico dono das afirmações acredita que o valor dessa mulher em especial se limitaria a ser objeto de desejo dos homens. Afinal, não é para isso que as mulheres existem? Para que seu valor seja mensurado pelos homens?

Se a bandeirinha errou feio, que passe pelas mesmas punições que todos os bandeirinhas que erram feio (e sim, existem muitos que erram, alguns cometeram erros grotescos naquela semana, mas ninguém falou deles, né?) . Será que o fato de ser uma mulher numa profissão exercida predominantemente por homens significa que ela deve ser perfeita e não cometer erros jamais?

Ah, após toda a polêmica, o nosso amigo com colocações tão interessantes foi chamado pelo Esporte Espetacular para mandar uma segunda mensagem para a bandeirinha. Começou dizendo que não queria ofender. Devo confessar que não ouvi mais nada depois disso. Se ele teve a cara de pau de dizer que não quis ofender, obviamente nada melhor viria por aí.

O Brasil é o país do futebol. É uma pena que o esporte ainda seja machista a ponto de ser estúpido.

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Metablogging: Blogando sobre Blogar

De uns tempos para cá, tenho percebido em alguns dos blogs que mais leio um movimento para que os blogs voltem aos seus áureos tempos, quando ter um blog era mais sobre escrever sobre o que gostava, expondo sua opinião sobre o assunto ao invés de simplesmente fazer propaganda sobre um produto que recebeu gratuitamente da assessoria de imprensa de alguma empresa ou loja. Ainda bem que tal movimento existe, porque não aguento mais ler propaganda nos blogs.
Tudo bem, até existe aquela máxima “na vida nada se cria, tudo se copia”, mas a grande maioria dos blogs atualmente tem usado essa máxima como lema e não criando absolutamente nada, só copiando o que outros blogs estão postando. É triste, mas com tantos assuntos iguais, acaba que mesmo depois de você passar por 100 blogs, parece que você leu dois. E as idéias de parceria e divulgação de produtos acabaram se tornando o assunto principal de vários blogs de beleza.

Afinal, para que alguém começa um blog? Porque levando-se em conta o comportamento de algumas blogueiras por aí, me parece que a idéia principal é “pra ganhar coisa de grátis”. Perdeu-se o principal (e para mim, o mais interessante), que era exatamente a opinião da pessoa por trás do post que, consumidora como eu, fala o que achou do produto, ou de um filme, ou de um livro… seja essa uma opinião positiva ou negativa.

Em alguns blogs, eu me sinto quase como alguém que, ligando a TV na expectativa de assistir um programa interessante, acaba assistindo comercial atrás de comercial.

Aliás, quando foi que ser blogueira virou sinônimo de ser celebridade? Os blogs deixaram de ser algo pessoal e se transformaram em empresas. Muitas blogueiras vivem quase que exclusivamente com a renda de seus blogs e, embora não tenha nada errado nisso, em alguns casos isso significa perder toda a individualidade e mesmo chegar a omitir informações e opiniões com o simples objetivo de vender seu espaço para o anunciante.

Um exemplo muito interessante do fato, e que serviu para eu não perder toda a minha fé nos blogs e canais do YouTube (que também sofrem com os mesmos problemas), foi quando a Sigma enviou para as suas “afiliadas” que mais encaminham compradores um kit de pincéis enormes banhados a ouro 24k, que custa aproximadamente 500 dólares (ou seja, quase 1000 reais). Fiquei impressionada com algumas das resenhas, que se limitaram a dizer que o produto era um luxo, um sonho de consumo.

Quando pensei que tudo estava perdido, assisti o vídeo da resenha desse mesmo produto feita pela Lisasz09 no Youtube e ela falou exatamente o que pensava: que era um luxo totalmente desnecessário, que ela não via sentido nenhum em gastar 500 dólares em pincéis que exerciam a mesma função de qualquer outro. Detalhe: ela tinha ganho esse kit de pincéis e outro diferente, também banhado em ouro, no valor de 200 dólares. E deu sua opinião sincera sobre o produto.

A maioria das blogueiras e das vloggers, infelizmente, não tem coragem de, ao receber algo de valor tão alto gratuitamente de uma empresa, falar o que realmente pensa. E nem é falar mal, é apenas apontar as falhas do produto ao invés de elogiar cegamente. Para mim, blog significa outra coisa. Na minha opinião, um blog deve ser um lugar seu na internet, com a sua cara, onde estejam expostas as suas opiniões, por mais estranhas que elas possam parecer, independente do produto ter sido recebido gratuitamente ou não. Se não… para quê ter blog?

Deixo a reflexão para todas, blogueiras profissionais e blogueiras que, como eu, estão nessa para se divertir e conhecer novas pessoas.

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Porque Desisti da Glossybox

No dia do consumidor, uma história de desrespeito ao consumidor.

Já fiz um post por aqui falando da Glossybox. Acho a idéia muito boa, não acho que seja um serviço caro e é ótimo para você conhecer novos produtos que nem pensaria em testar normalmente.

Porém, nessa semana, finalmente desisti da Glossybox e cancelei minha assinatura. Os motivos são vários e resolvi fazer esse post para explicar e ajudar a quem está pensando em fazer a assinatura a decidir. Talvez para você que está lendo funcione melhor do que para mim.

O primeiro motivo é a demora para receber a caixinha. Em fevereiro, recebi se eu não me engano somente no dia 09. Neste mês, minha caixinha chegou dia 15, hoje. O mais engraçado é que para fazer a cobrança no meu cartão de crédito, a Glossybox não se atrasava nunca: mês passado, a cobrança foi feita no dia 13/02… e essa cobrança é exatamente dessa caixinha que só chegou dia 15/03.

O segundo motivo é o atendimento: você pode fazer contato com a Glossybox através de um formulário no próprio site, da página do Facebook deles e também através do Twitter.

Todo mês eu tinha que pedir o número de rastreamento, porque enviar automaticamente após realizado o envio da Glossybox deve ser algo muito diferente e complicado, mesmo que a maioria dos sites façam isso. E nesse mês, nenhum dos canais de comunicação com a empresa me deu retorno.

Na página do Facebook tem muitas reclamações de assinantes que, como eu, ainda não receberam sua caixinha. Até agora, estou sem o número de rastreio de algo que deveria ter sido enviado na última semana de fevereiro (quase duas semanas atrás). É capaz que daqui a alguns dias eles me enviem… depois da caixinha ter chego.

Teve um absurdo no atendimento da Glossybox que tenho que contar por aqui: uma das minhas mensagens pedindo o número de rastreio da caixinha de fevereiro, que eu enviei no dia 06/02, só foi respondida no dia 27. A mensagem até pedia desculpas pela demora na resposta mas, gente, é muito tempo. Em tempos de internet, as empresas tem que tomar mais cuidado com o atendimento ao cliente, que deve ser mais ágil.

O terceiro motivo diz respeito ao conteúdo das caixinhas: sinceramente, se eu recebesse mais uma das amostras dos protetores solares da Róc, que eu já conheço e uso, eu ia chorar (só para constar: recebi a última caixinha hoje e VEIO uma amostra de Róc FPS 70, provando o que eu disse – só não chorei porque já havia cancelado a assinatura).

Provando que eu não tô mentindo: na caixa de Set/2011, uma amostra do Róc. E pensar que antes vinha até Clinique...

Também já estava insatisfeita, pois apesar de amar a L’Occitane, tenho três miniaturas de cremes para as mãos, três tipos de sabonete e amostras de loção corporal para dar e vender. Produtos da Neutrogena, então, nem se fala… todo mês vinha uma amostra de uma versão do mesmo produto, da mesma marca. A idéia da Glossybox era que você experimentasse produtos novos de marcas diferentes. As últimas caixinhas pareciam todas a mesma coisa.

Não tive problemas com produtos vencidos nas minhas Glossybox, mas li em fóruns e em blogs muitas meninas reclamando disso.

Não desisti fácil e dei algumas chances para ver se melhorava. Todo mês, pensava: mês que vem vai ser melhor, eu vou receber produtos diferentes e interessantes, vai vir pelo menos um produto em tamanho normal… e todo mês, sem exceção, me decepcionava. Uma hora, você cansa de se sentir como uma palhaça. Eu cansei. Vou usar os R$ 39,00 que eu gastava com a assinatura para algo mais interessante e menos desgastante do que ficar indefinidamente esperando por uma caixinha frustrante como virou a Glossybox para mim.

Se você estiver curiosa, mesmo depois de saber sobre todos os problemas que pode enfrentar, acho que pode assinar sim, até mesmo porque as primeiras caixinhas que você recebe através do serviço virão com coisas novas que talvez você não conheceria de outra maneira. Mas se decidir fazer essa assinatura, fique avisada dos problemas. Vai chegar uma hora que você cansa. Eu cansei.

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Projeto 100 Dias sem Compras – O Desafio

O que é?

Basicamente, é uma meta que você coloca para si mesma com o objetivo de não comprar nada além do estritamente necessário. Não há regras exatamente, pois você pode fazer as regras que quiser. É um projeto meio parente do gringo “Project 10 Pan”, em que basicamente você escolhe 10 produtos e, enquanto não terminar de usá-los, não pode comprar outros. É para fazer você usar melhor o que já tem e não ficar comprando produtos novos.

Por que você decidiu fazê-lo?

Porque eu tenho gastado bastante com cosméticos (sejam produtos para pele, sejam produtos de maquiagem) e por isso tenho muita coisa no meu armário que não está sendo usada. Para  que eu comece a usar outros produtos e não fique comprando coisas novas, usando um pouquinho e já deixando de lado em favor de algo novo, resolvi começar com esse projeto.

Por que o de 100 dias e não o 10 pan?

Olhando para os produtos que eu tenho, apesar de eu ter acumulado bastante, não tem nenhum produto que eu tenha que desencalhar. E tenho a impressão de que eu ia demorar demais para acabar com qualquer produto, o que me desanimaria logo e faria que eu desistisse no meio do caminho. Tendo em mente essa “deadline”, sei quando vai acabar o desafio. Então, para mim, funciona melhor.

E quais as suas regras?

  • O projeto vai do dia 02/11/2011 até 10/02/2012 – isso deve dar 100 dias ou aproximadamente, e como o que vale é a intenção e não a matemática, tá valendo. XD
  • Durante esse período, não posso comprar nada de maquiagem ou cremes para a pele/cabelo, a não ser que tal produto tenha acabado e eu não tenha absolutamente nada que possa substituí-lo, ou seja, se acabar minha sombra X, não posso comprar outra da mesma cor, porque eu poderia usar a Y que eu já tenho. Levando em consideração o tanto de coisa que tem no meu armário, isso não vai acontecer.
  • A Glossybox não entra no projeto, porque eu não quero cancelar minha assinatura, nem o que já está encomendado (duh, né, como é que eu ia dizer não quando o carteiro viesse?).
  • O jogo é meu, as regras são minhas, logo se eu inventar mais alguma o problema é meu também (hahahaha, tudo isso para dizer que posso inventar outras regras conforme for sentindo necessárias).
Bom, a idéia do projeto é essa, se alguém se sentir animada a fazer comigo, vou amar o apoio e a companhia (oi, meu nome é Becky Bloom e eu sou uma shopaholic). Pode ser que apareçam alguns posts por aqui sobre as minhas frustrações, mas tudo bem… eu vou conseguir /modepensamentopositivoon.

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Pré-Conceitos

 (Post originalmente publicado no blog Chocolates e Devaneios, em 19/04/2011)

     Não importa quantas vezes a gente ouve na vida que não se deve julgar um livro pela capa, sempre acabamos, em algumas situações, por nos deixar levar por esses malditos pré-conceitos que carregamos ao longo da nossa história de vida.

     A verdade é que todo mundo tem algum, e mesmo que a gente tente se livrar deles, muitas vezes não consegue. Afinal, é algo típico do ser humano fazer algumas suposições baseadas apenas no que se vê. Chego até a ser louca o suficiente para afirmar que isso em si não é algo ruim.


     Calma, antes que me venham com mil pedras na mão, explico: o problema não é fazer esses pré conceitos, o problema é tomar eles por verdade verdadeira e não se deixar convencer do contrário. O pior erro que a gente pode cometer é deixar de conhecer alguém, e eu falo em conhecer mesmo, formar amizade, porque essa pessoa não se molda no perfil que acredita-se ser o perfeito.

     Em várias ocasiões, tive amigas que muita gente não entendia como eu conseguia suportar. Algumas amigas minhas tinham a fama de ser “metidas”. Era uma pena, porque acabam sendo excluídas pelo resto da turma e no fim das contas, elas não tinham nada de metidas.

     Pensando um pouco, fico feliz em ver que nunca me deixei levar pelo que os outros dizem de sicrano ou beltrano. Sempre quis conhecer a pessoa e comprovar se tudo o que falavam era verdade ou não. Algumas vezes, infelizmente, os rumores estavam certos: vi muita falsidade e muita hipocrisia. Mas teve vezes (e não foram poucas), que conheci pessoas maravilhosas, apenas incompreendidas.

     Lembro de uma ocasião em especial, quando comecei a falar para uma amiga a seguinte frase: “Sabe, sempre quis dizer uma coisa para você”. Na verdade, queria dizer alguma coisa sobre o relógio dela, que eu achava lindo, mas ela já havia imaginado que eu diria que tinha achado que ela era metida antes de a conhecer. Aparentemente, muitas amigas dela já tinham dito isso.

Preconceito, no fim das contas, é uma forma de proteger a nós mesmos do desconhecido, assim fingimos que sabemos tudo sem ter o trabalho de conhecer… e às vezes, de nos machucar. Mas a verdade é que quando a gente se protege demais, também acaba deixando passar muita coisa boa.

    Proponho um desafio para vocês: deixem os preconceitos de lado, nem que seja por uma semana, e fale com aquela pessoa que você nunca nem chegou perto porque “parece” estranho, metido, falso… Não vou dizer que vocês terão ótimas surpresas sempre, mas pelo menos, se não as tiverem, terão tido a oportunidade de formar uma opinião baseadas em suas experiências, e não apenas em aparências.

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