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Acabei de Ler: O Casamento da Princesa – Meg Cabot

O Casamento da Princesa é o 11º livro da série O Diário da Princesa, e foi publicado 15 anos depois do primeiro livro da série ter sido lançado. O livro continua a história da Mia, que, ainda adolescente, descobre que é uma princesa de um pequeno país da Europa. Como o príncipe era seu pai e ela morava com a mãe em Nova Iorque, Mia só descobriu que era herdeira do trono porque seu pai tem um problema de saúde que acaba por impedir que ele tenha mais filhos. Então, Mia é obrigada a herdar o trono e para isso deve passar por aulas de princesa com a mãe de seu pai. Mas isso é apenas o começo do primeiro livro.

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 Dez livros depois, Mia é uma adulta, namorando há mais de 10 anos com Michael Moscovitz, sua paixão da adolescência e irmão de sua melhor amiga, Lilly. Ela comanda um centro de ajuda a adolescentes em NY e também tem que lidar com todos os compromissos reais que vem com o cargo.

Porém, todos esses compromissos e os problemas que vem com eles acabam por deixar Mia estressada, então por recomendação médica, ela volta a escrever em seu diário. Essa é a justificativa para termos esse livro novo.

E os problemas não são poucos. Entre os sites da Internet que fazem um ranking da realeza baseado nas atitudes dos membros das famílias reais ao redor do mundo, todos os sites de fofocas que acabam inventando histórias mirabolantes sobre ela, e ainda por cima seu pai que parece estar tendo uma crise de meia idade algo complicado para quem é um príncipe, Mia com certeza tem muito com o que lidar. Ainda por cima existe a expectativa de todos a respeito de seu casamento. Detalhe: Michael nem fez o pedido ainda.

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Muitas pessoas criticaram o livro por achar que a Mia não havia crescido. Por se passar 10 anos depois do último livro, Mia já está com 26 anos, ou seja já é uma adulta. Então, é de se esperar que a suas atitudes tenham amadurecido. Porém, apesar de Mia aprontar algumas, eu consegui ver um desenvolvimento da personagem. Não achei que ela continuava a ser a mesma pessoa do último livro da série. Aliás, consegui ver várias mudanças em seu comportamento. Por exemplo, ela não é mais tão impulsiva. Consegue pensar um pouco antes de agir.

 Claro, Mia ainda mantém várias características que estavam lá nos 10 primeiros livros. Mas isso é normal. Afinal de contas ela não poderia ter se tornado uma pessoa totalmente nova simplesmente porque cresceu. Por exemplo, Mia é muito hipocondríaca. Sempre foi. Sempre achava que estava com doenças mirabolantes e ia ao médico sempre que possível. Mas essa é Mia. Ela não mudaria simplesmente porque amadureceu.

No final das contas, gostei muito do livro. Não, não é um livro que vai mudar a sua vida. Não é um livro que é um clássico da literatura. Mas é um livro feito para os fãs da série, que como eu, sentiam falta dos personagens (aliás, aparecem todos aqui, até alguns que você imaginaria que nunca mais voltariam a dar as caras). O enredo em geral é um pouco forçado. Cheguei a comentar na resenha do Goodreads que É o tipo de enredo que eu só aceitaria em um livro da série O Diário da Princesa. Porque sim, existem certos fatos que acontecem no livro com o objetivo óbvio de arrumar certas partes da história. Alguns acontecimentos são bem fantasiosos, mas mesmo assim, é totalmente aceitável aqui.

Como todos os outros livros que li da autora, esse também é uma leitura leve e rápida, com várias partes engraçadas, com várias partes absurdas e várias partes que te fazem suspirar. É um livro que te faz voltar no tempo e se sentir uma adolescente novamente. Mas, ao mesmo tempo, você percebe que a Mia cresceu com você e como você, se tornou uma adulta. Porém sem deixar de ser a mesma pessoa que era. Definitivamente, para mim, uma ótima leitura.mari

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Os Livros de Janeiro

Janeiro foi um bom mês para mim em relação às leituras. Tive um pouco do recesso do fim de ano, no trabalho as coisas estavam um pouco mais calmas e não tive aulas. Conclusão: consegui ler muito.

Tá faltando na pilha o último livro do mês, Liberte Meu Coração, que tá emprestado.

Comecei lendo Jogos Vorazes. Tenho que confessar que quase morri lendo. Queria começar a chorar antes mesmo da Katniss se oferecer como tributo no lugar da irmã, Prim. Só ela contando como era a vida dela e das pessoas no Distrito 12… bem, eu sou meio manteiga derretida e quando começo a ler sobre injustiça, não consigo me segurar. Foi quando descobri que levar esse livro para a praia não é uma boa idéia.

Depois, para quebrar um pouco o ritmo (li Jogos Vorazes em menos de 12 horas, e isso porque tive que dormir nesse meio tempo, o livro é angustiante desse jeito) li A Estrela Mais Brilhante do Céu, da Marian Keyes. Adoro a autora e o humor que ela usa em seus livros, então esse foi um ótimo livro para ler na beira do mar.

Mas, antes de acabar o livro da Marian Keyes, não aguentei e, me controlando muito para não ler tudo de uma vez só, li Em Chamas. Consegui enrolar entre os dois livros mais cinco dias, que era exatamente o necessário para que eu voltasse para a minha casa, onde tinha deixado o terceiro livro da série.

Finalmente, foi a vez de A Esperança. Como achei melhor a experiência de ler outro livro junto (assim eu não fico remoendo muito o que aconteceu no livro mais sério dos dois), acabei começando também a ler Amores Infernais. Li A Esperança bem mais rápido, claro, afinal de contas queria muito saber qual que era o chute no estômago que ia ter no final dos livros (sim, ele está lá: é um choque enorme, é triste, é imprevisível… e nem por isso faz os livros deixarem de valer a pena), mas gostei muito do Amores Infernais, achei os contos de cada um dos autores bem legais.

Depois, comecei a ler Sendo Nikki, o segundo livro da série da Meg Cabot. Gostei, mas não entendi a razão de ser uma trilogia sendo que poderia muito bem ser um livro só. Sei lá, não é meu livro preferido da Meg, não me apaixonei por personagem nenhum e achei algumas situações meio bobinhas.

Aí li Anna e o Beijo Francês, que achei um livro muito fofo e muito gostosinho de ler. As descrições de Paris são ótimas e fazem a maioria das pessoas ficar morrendo de vontade de visitar a Cidade Luz. Digo a maioria porque realmente, nesse sentido, não funcionou comigo não. Mas amei o livro.

Para acabar o mês, li Liberte Meu Coração, da Mia Thermopolis com a ajuda da Meg Cabot, que é, como minha amiga Lany definiu, um livro brega, mas que é a cara da Mia. Sério, quem leu os livros Diário da Princesa consegue ver a Mia escrevendo esse livro.

Alguns comentários um pouco mais específicos para cada um desses livros vocês podem ver lá no Skoob, onde eu costumo inclusive colocar meus comentários à medida que vou lendo. Também pretendo postar algumas considerações um pouco mais profundas sobre alguns deles por aqui.

E agora, para Fevereiro, quero ler a mais nova distopia a entrar na minha coleção, Destino, da Allie Condie, e mal posso esperar para que cheguem os livros do John Green que eu pedi de fora mesmo, em inglês, porque por aqui tá meio difícil de conseguir. Também vou me forçar a ler finalmente O Diabo Veste Prada. Ele tá aqui, na minha estante, só esperando a vez dele. Acho que não consigo mais enrolar…

Quais foram os livros que vocês leram em Janeiro?

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Acabei de Ler: Série A Mediadora – Meg Cabot

O título desse post devia ser “Acabei de Reler”, porque já é a segunda ou terceira vez que reli a série. Posso dizer que é uma das minhas preferidas da Meg, e olha que eu já li um monte de livros dela, hein?

Reli porque não tinha todos os livros ainda, e num passeio em São Paulo (acho que foi no Shopping Paulista) passei numa Livraria Saraiva e vi aquela seleção Saraiva Vira Vira, que tem dois livros em um, um de um lado e outro do outro, sabe? Eles tinham todos os livros da série, então ao invés de comprar seis, comprei três livros e tenho a coleção completa.

Meg Cabot acertou em cheio quando criou a Suzannah, a personagem principal, que é uma mediadora, ou seja, vê, fala e até mesmo consegue tocar nos fantasmas. A sua função é fazer com que eles vão para onde quer que eles tenham que ir. E Suzannah não descarta a possibilidade de dar uns chutes bem dados quando o fantasma é o inverso do Gasparzinho e não é nada camarada.

Suzannah tem o pavio curto, é teimosa toda vida e super ligada no mundo fashion (meio que o contrário da Mia Thermopolis, do Diário da Princesa, nesse sentido). Acaba tendo que mudar de Nova York para a Califórnia quando sua mãe se apaixona e casa com Andy. E aí Suzannah ainda tem que lidar com seus novos três meio-irmãos, além de, é claro, todos os novos fantasmas que encontra pelo caminho.

E logo de cara já encontra um fantasma bem diferente dos demais que já ajudou: seu nome é Jesse (*suspiro*), já fazem mais de cem anos que morreu e mora bem no quarto dela. Para ajudar a completar o pacote, é lindo, um cavalheiro… e a chama de “hermosa” (no original, ele a chama de querida, mas na hora da tradução para o português, ia perder todo o charme, então mudaram para “hermosa”).

Enfim, gosto muito da série, é uma delícia de ler, tem momentos de ação, momentos que você fica com raiva, outros que você dá risada… não é muito açucarado (livros que a Meg escreve para young adults geralmente não são), mas é muito divertido. Recomendo a leitura. E quem sabe, pode ser que logo logo eu o releia de novo! 😛

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Livros – O Diário da Princesa

O Diário da Princesa, da Meg Cabot, é uma delícia de ler. A série já está completa e conta com 10 livros (nessa imagem, caçada com o Google Images, só estão os seis primeiros), e apesar de no meio do caminho parecer que a história dá uma enrolada básica, no fim ela deslancha de novo e faz todo o trajeto valer a pena.

A autora Meg Cabot é para mim a melhor escritora de livros para meninas que fazem parte daquela categoria de “Young Adults”.  Sério, ela poderia ser coroada como rainha no gênero, seja pelo número de livros que já escreveu, seja pela qualidade desses livros. O Diário da Princesa, que inclusive serviu de inspiração para um filme homônimo da Disney (que no fim das contas só tem de semelhante com os livros alguns detalhes), é um livro light, engraçado, imprevisível e que faz a gente torcer pela personagem principal, depois querer bater nela por não perceber o que está bem em frente ao seu nariz, e depois faz você amá-la de novo.

Na dúvida entre ler o livro ou ver o filme? Leia o livro. Apesar de dizer isso sempre, nesse caso, como o filme não segue a história do livro, apenas emprestando alguns dos seus pontos principais (o filme se passa em São Francisco, na Califórnia, enquanto que no livro Mia mora em Nova York, só para citar um exemplo), é impressionante o quanto você perde só vendo o filme. Quem assiste o filme pode mesmo achar a história comum demais. Não se engane, lendo o livro você entende o que faz Mia e, consequentemente, a autora Meg Cabot tão especial.

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